
Sete treinadores marcaram presença na primeira etapa da Liga da FIPES. Com exceção de Jones Perin, Marcelo Silveira e João Pedro Menendez, todos os demais foram à Edu Arena na tarde de sábado. O grupo A contou com três jogadores (Fábio/Inglaterra, Eduardo/Alemanha e Cahuê/Brasil) e o grupo B teve quatro (Zeaudi/Espanha, Nelson/Itália, Xande/Argentina e Leandro/Holanda). A peleia foi bonita para definir os quatro semifinalistas.
No grupo A, deu Eduardo, em primeiro, e Cahuê, em segundo. No outro grupo, Nelson acabou na liderança, deixando Leandro em segundo. Xande quase beliscou a vaga, mas precisava de uma vitória elástica de Nelson sobre Leandro para tomar o segundo posto, o que acabou não ocorrendo. O confronto terminou empatado em zero a zero.

NADA DE BEBERAGEM - Como se previu, as semifinais reservaram muitas emoções. Cahuê Fialho, que havia “fechado” com o grupo de jogadores e prometido que não ingeriria uma única gota de álcool durante o torneio, cumpriu a promessa. Segundo ele, a sua empolgação etílica ao longo da disputa fora responsável pela desclassificação prematura na Carol´s Cup (caiu nas quartas de final). Dessa vez, ele entrou focado na competição (e na Coca Zero!) e mostrou bom futebol. Um possível triunfo sobre a azzurra nas semifinais poderia dar mais moral para o treinador.
E como todo Brasil e Itália, o que não faltou foi emoção. Os sulamericanos tiveram bola na trave e chances claras para marcar. Da mesma forma, os europeus mostravam o poderio de seu futebol e assustavam a meta de Julio Cesar. Quando tudo se encaminhava para a prorrogação, aos 43min do segundo tempo, o artilheiro Luca Toni surpreendeu a zaga brasileira e marcou o gol que levou os italianos para a primeira e grande final da Liga da FIPES.

COM AUTORIDADE - Na outra semifinal, o encontro de um treinador com biografia, contra o da nova geração de bons estrategistas, mas que ainda buscava seu lugar ao sol. Eduardo Prus teve mais eficiência e atingiu seu objetivo, ao vencer com autoridade a Leandro Paixão (2x0). As portas de uma final se abriram para Edu, pela primeira vez. Restou para Paixão, a disputa pelo bronze. No entanto, Cahuê mostrou estar mais focado e mandou o ex-campeão da Valentina's Cup para casa de mão abanando.

O GRAN FINALE - Alemanha e Itália fizeram uma final tensa, nervosa e estratégica. O primeiro indício de quem ficaria com o caneco surgiu ainda na etapa inicial, quando o zagueiro Canavarro fez falta violenta em Klose na entrada da área e, como era último homem, levou cartão vermelho. Nelson Dutra não poderia fazer nada, visto que a regra não permite alterações táticas e substituições com a bola rolando. Como havia armado um time com três zagueiros, Dutra ficara com apenas dois para conter o poderio alemão.
Mas a bravura azzurra fez jus à sua camiseta e os italianos conseguiram levar o jogo para a prorrogação. O zero a zero heróico no tempo normal enchia de esperanças o torcedor da Itália que via a chance de, pelo menos, decidir nos penais. Aí entra o capítulo derradeiro desse dramalhão. Mais uma escapada pela esquerda, porém dessa vez Klose conseguiu se livrar da marcação e na saída de Buffon assinalou o gol do Título. Festa em Berlim! Festa em Munique! E em toda a Alemanha! Com Justiça!
Amigos da Fipes!
ResponderExcluirPara resumir, em poucas palavras, a confraria do sábado: tava SHOW DE BOLA!!
(com a permissão do trocadilho)
Abração geral!!