
Quando o juiz trilar o apito para a primeira partida do Internacional no Beira-Rio em 2011, um fato marcante vai ocorrer. O que deveria ser um mero início de Gauchão, com pouco apelo, sol escaldante de verão e muita vontade de bocejar terá para César Moraes um significado semelhante ao de uma final de Libertadores. Afinal não é qualquer um que atinge a marca que ele deve alcançar.
O ano era 1972 e o cenário o estádio Cristo Rei, em São Leopoldo. O menino leopoldense de apenas sete anos fora levado pela mãe para assistir a vitória do Internacional sobre o Aymoré por dois a zero, gols de Claudiomiro e Sérgio Galocha. Ali se consolidava um amor a altura de um clube campeão de tudo. “É emocionante ver o time do coração ao vivo e em cores, a torcida cantando, essas coisas, mesmo sendo tão criança”, comenta. No entanto, César teve de esperar um pouco para conhecer o que hoje considera a sua segunda casa. Passado cerca de um ano, finalmente adentrou ao Beira-Rio em um dia de jogo. Novamente levado pela mãe, o garoto presenciou o empate do Colorado com o Palmeiras por zero a zero.

TODAS AS PARTIDAS ANOTADAS - Aí, surgiu a ideia! Porque não registrar todas as partidas do Inter que assistia “in loco”? César, então, passou a anotar jogo a jogo o encontro com o time do coração nas páginas finais de um velho caderno de colégio. Passavam os anos e a brincadeira ia ficando cada vez mais séria, a ponto de hoje ter todas as 395 partidas registradas detalhadamente em seu computador, em uma espécie de “Diário Colorado”.
Nesses 37 anos muita coisa aconteceu. Entre inúmeros títulos, César viu seu clube ser campeão brasileiro três vezes, campeão da Copa do Brasil, bi da Libertadores, Campeão da Sulamericana e, além disso Campeão do Mundo, com o gol antológico de Gabiru. No meio de muitas emoções, ocorreram alguns momentos excêntricos. “Lembro de assistir a Inter e Mixto (MT) pelo brasileirão de 1985, numa quarta-feira à noite, fazendo um grau de temperatura. Isso é surreal!”, salienta. César também destaca os jogos que presenciou em Tramandaí, pois a proximidade da torcida com o gramado facilitava o “xingamento do time adversário”. A final da Libertadores de 2006 é apontada por ele como a partida mais emocionante de sua vida.

PORTÃO 8 - Ao longo de quase quatro décadas, ele afirma ter mudado radicalmente o perfil do torcedor, principalmente com o maior ingresso do público feminino no Beira-Rio. César lamenta que nas décadas de 80 e 90, principalmente, os homens não davam o devido respeito às mulheres que freqüentavam os estádios. Os momentos difíceis dentro de campo, nesse mesmo período, foram acompanhados com muita angústia por ele, que de vez em quando também ia ao Portão 8 protestar. “Aquele espírito inconformado da torcida ajudou a criar um importante senso crítico entre todos. Penso que agora a torcida colorada está se conscientizando da força que possui para determinar mudanças de rumo no clube”, afirma. César destaca que sem a mobilização dos aficionados nem o Beira Rio existiria.
Caso vá ao Olímpico no próximo domingo (ele ainda estuda a possibilidade), César atingirá a marca de 400 jogos ainda em 2010. Isso ocorreria na última partida do Colorado pelo Brasileirão no Beira Rio, no dia 28 de novembro. Independente disso, para o fã de Dom Elias Figueroa e admirador de Fernandão, Valdomiro, Falcão, Indio, Jajá e Manga, pouco importa se será no final de 2010 ou início de 2011. A paixão pelo clube perdurará, pelo menos, por mais 400 partidas em uma arquibancada, pois, como diz o refrão da torcida, “nada vai nos separar”.
bah....um pouquinho de imparcialidade não vai mal a ninguem, né ô seu jornalista que escreveu... tira a camisa do inter ao menos pra escrever a coluna, depois tu bota de novo!!kkkkkkk
ResponderExcluirkd a materia falando do GREnal?
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