2 de novembro de 2010

Não quero ser você amanhã



por Luciano Monteiro
direto de Buenos Aires

Estamos muito bem no Brasil com a Dilma, que pelo menos chega à presidência sabendo como as coisas funcionam por ter sido titular de dois ministérios.

Aqui na Argentina, a "presidenta” Cristina Kirchner vê agora o governo cair no seu colo e não tem a mínima ideia do que fazer. Isso porque durante três anos foi somente um rosto bonito à frente das câmeras enquanto o marido mandava em tudo.



A morte do Nestor Kirchner foi tão inesperada que o governo parece paralisado. Nem os principais ministros sabem o que fazer, já que o Nestor controlava tudo extraoficialmente com o seu grupo.

A Argentina sabe bem o que é nomear presidentes biônicos, pois fez justamente isso há menos de dez anos com a indicação do Eduardo Duhalde em meio à pior crise econômica da história do país.

Agora, o "normal" para a galera kirchnerista seria forçar a renúncia da Cristina, já que com a morte do Nestor morre a cabeça do governo. Porém, o próprio vice-presidente, Julio Cobos, tornou-se um adversário ferrenho por causa da crise do setor rural há não muito tempo e hoje é um dos líderes da oposição. Já avisou que não renuncia.



Portanto, feita toda a matemática, parece que não tem jeito: a Cristina vai ficar no governo até o ano que vem, e ainda será lançada como candidata à reeleição — o Nestor viria a ser o nome "natural" antes de morrer.

Agora é ver se a "presidenta" dá conta do trabalho. Como? Os principais jornais já mencionam que o filho Máximo será o novo homem por trás da marionete.

Acham que estamos mal com a Dilma guardando lugar para o Lula? Os argentinos estão bem pior. Ainda bem que ninguém toma mais Orloff.

2 comentários:

  1. A Argentina vai começar a sua retomada de ânimo após a partida contra o Brasil... Dale Seleción! Vamos a ganar de los monos de Brasil!!!!

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