1 de agosto de 2011

Copa América em dia de aniversário



Depois dos projetos-piloto, Valentina’s Cup e Carol’s Cup, nascia em julho de 2010 a Federation International of Pro Evolution Soccer (FIPES, para os mais chegados). Oito torneios depois, a Liga comemorou seu primeiro ano de existência no sábado passado (30/07) na Fábio Arena com direito a bolo de aniversário! Dentro das quatro linhas, as novidades ficaram por conta das seleções e da nova formula de sorteio. Cahuê Fialho manteve a hegemonia, no entanto, viu de perto o sonho do penta quase escorrer pelas mãos. Em segundo ficou Xande Xavier e em terceiro, Ravelli Prus.

Essa edição foi, talvez, a mais parelha dos últimos tempos. A Copa FIPES América reuniu as seleções do continente, com exceção de Brasil e Argentina. Como não conheciam os jogadores e nem contavam com astros como Messi, Tevez e Neymar, o gerenciamento das equipes tornou-se mais difícil. Outra novidade, sugerida pelo anfitrião Fábio Dutra, colocou um molho a mais na disputa. O sorteio, em vez de definir diretamente as seleções, deu números de um a nove. A partir dessa seqüência, cada jogador escolhia a equipe, o grupo e contra quem jogaria.



Na fase inicial, o destaque negativo ficou por conta de Leandro de Lima. O treinador, que inclusive tem uma plaquinha com o seu nome na taça, sequer marcou um gol com a seleção paraguaia. “Nem a torcida da Larissa Riquelme me ajudou”, lamentou. Foram quatro empates por zero a zero e o retorno mais cedo para casa. O grupo A teve o Uruguay, de Nelson Dutra, e o C o Peru, de Cahuê, como classificados às semifinais. No B, Xande foi o primeiro e Raveli também conquistou a vaga como melhor segundo colocado da geral.

Na fase posterior, Cahuê Fialho viu a supremacia ameaçada de forma clara. Logo no início da partida, o México de Ravelli abriu o placar e deixou o tetracampeão da FIPES nitidamente abalado. Cahuê demorou a empatar, mesmo contando com o artilheiro Fano (foto abaixo), uma das revelações da competição. Com muito sacrifício levou o Peru para a prorrogação e depois para os pênaltis. Ganhou de Ravelli nos tiros direto da marca da cal. Na outra semifinal, Xande bateu Nelson por dois a um.


A final foi emocionante e terminou, ao cabo dos noventa minutos, empatada em zero a zero. Na prorrogação, no apagar das luzes, Xande teve a bola do jogo nos pés, quando em um rápido contrataque Suazo apareceu cara a cara com o arqueiro peruano. No entanto, o avante chileno mandou a pelota por sobre a meta. Nos penais, valeu a experiência de Cahuê, que faturou de maneira sofrida (mas novamente merecida!) o seu quinto título da FIPES. “É penta!”, gritava a torcida quando ele desembarcou do carro de bombeiros na zona sul de Porto Alegre.



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