Assim como os jogadores de futebol, os artistas e apresentadores de TV ganham salários poupudos. A mais recente polêmica, envolvendo o José Luiz Datena, ainda parece ter vários capítulos. O cara ficou cerca de um mês na Record e retornou para a Band.
Esse vai-e-vem mais uma vez desgasta a imagem de nossos canais de TV abertos. Aliás, que os canais abertos são muito ruins, ninguém questiona. A Globo (RBS) domina o cenário, mais por sua qualidade técnica (nisso são imbatíveis!) do que pelo conteúdo jornalístico e de entretenimento.
Voltando ao caso Datena, leia abaixo informações recentes passadas pelo site da Folha (www.uol.com.br/folha) e tire suas próprias conclusões. Santa Clara, clareai, pelo amor de Deus!!!!!
Edir Macedo investiga a saída de Datena
Voltando ao caso Datena, leia abaixo informações recentes passadas pelo site da Folha (www.uol.com.br/folha) e tire suas próprias conclusões. Santa Clara, clareai, pelo amor de Deus!!!!!
Edir Macedo investiga a saída de Datena
No Brasil há alguns meses, Edir Macedo pretende tirar a limpo toda esta história e quais os reais responsáveis por toda a encrenca. Fontes do mercado dizem que Macedo não gostou nada do desgaste da Record na contratação e saída de Datena e, principalmente, da perda de dinheiro da emissora no trâmite.
Macedo também estaria disposto a descobrir se a passagem relâmpago do apresentador pela emissora não foi previamente armada pelo âncora. Uma tentativa de se livrar da multa contratual de R$ 18 milhões e depois voltar para a Band. Esta é uma das teorias da conspiração que pairam sobre a história. (matéria publicada no site da Folha)
Entrevista de Datena à Folha
Folha - O que aconteceu exatamente?
Datena - Havia pessoas que me incomodavam na Band, avisei isso, e não fizeram nada. Então busquei a Record, onde tinha ótimas relações, afinal havia trabalhado lá por oito anos. O bispo Gonçalves (Honorilton Gonçalves, presidente da emissora) sempre foi um cara que gostou de mim. E não deixei de gostar dele. Só que hoje ele subiu e fica numa espécie torre de marfim, mandando recados pelo diretor de jornalismo.
Folha - Que tipo de recados?
Datena - As regras da emissora eram muito impositivas, e pareciam censura. Me puseram de quarentena e proibiram de falar com a imprensa por seis meses. "É que o bispo te acha muito polêmico", disseram. Também me proibiram de fazer críticas à Record no ar. O diretor de jornalismo me ameaçou mencionando o caso do humorista Tom Cavalcante, que teve que pagar uma multa de R$ 100 mil por ter falado mal da emissora para a imprensa. Respondi: eu odeio ameaça. Se tivesse medo não estaria fazendo o programa que faço.
Folha - Como terminou este diálogo?
Datena - Ele ainda me falou: "poxa, mas você anda muito infeliz no ar". Respondi, por que não contratam o Bozo? Ele vai ser mais feliz que eu. Foi aí que pensei, sobre quais assuntos posso falar? Fiquei confuso. Quando meti o pau no Ricardo Teixeira, ninguém falou nada, porque é interesse deles. Vários fatores não foram cumpridos.
Folha - Quais, por exemplo?
Datena - Primeiro disseram que o programa seria nacional. Aí depois que não seria. Então no meio do caminho cortaram quase uma hora do programa, e mudaram de horário. Quando cheguei me prometeram uma estrutura global, de um helicóptero em cada cidade, e nada disso aconteceu. Pior, chegaram a cortar matéria ao vivo para não pagar hora extra da equipe. Nunca vi uma coisa dessa.
Folha - Qual foi a gota d´água?
Datena - Quando participei de um quadro do programa "Legendários", do Marcos Mion. Ali tinha um monte de grandes talentos relegados e só levantando plaquinha. Quando conversamos, me disseram que o contrato os prendia. Aí decidi sair.
Folha - Mais algum recado?
Datena - Estou absurdamente bem resolvido. E cagando se as pessoas gostam ou não de mim. Não sou um produto comercial de prateleira.
Eu quédu ibagens! Eu quédu ibagens!
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