
Um dos principais ditados aqui do Rio Grande do Sul afirma que devemos montar no cavalo, quando ele passar encilhado. Pois, bem. Fábio Dutra não é gaúcho, mas parece estar bem mais familiarizado com essa máxima, do que seus amigos gaudérios. Com um desempenho acima da média e aproveitando a ausência de competidores como Cahue Fialho, Edu Prus e Ravelli Prus, o paulistano não tomou conhecimento dos adversários e faturou, pela primeira vez, a Taça da FIPES.
Em segundo, outra grata presença. Contrariando as performances anteriores, Luciano Zeaudi saiu do sério e faturou a sua primeira medalha da Liga. Completando o pódio, Xande Xavier, que se consolida a cada etapa como uma novo protagonista da FIPES. A disputa, ocorrida no sábado passado, homenageou as seleções africanas.

Os prognósticos preliminares apontavam para uma disputa parelha, na qual tudo poderia acontecer. Jogando com a Nigéria, Fábio caiu em um complicado grupo contendo Nelson Dutra, Jones Perin e o estreante, Guga Noble. Acabou a fase de grupos em segundo, atrás de Jones, que jogava em casa e apostava no fator local como aliado.
No outro grupo, Leandro de Lima despontava. Se classificou em primeiro, porém fatores extra-campo o tiraram da disputa e teve de abandonar a cancha precocemente. Sorte para Luciano Zeaudi, que viu a classificação lhe cair no colo, e para Xande Xavier, que terminaria em primeiro no grupo.

Nesse momento uma coisa já estava definida: a Fipes teria um campeão inédito. Nas semifinais, Fábio bateu Xande e Zeaudi, com um ferrolho de deixar Celso Roth ruborizado, eliminou Jones nas penalidades.
A tática defensiva de Zeaudi quase lhe deu o título. Não fosse o pênalti cometido, Fábio não teria conseguido ingressar na sua sólida zaga. No entanto, o que vale é bola na rede e, ao cabo do tempo regulamentar, a Taça foi dormir no Jardim do Salso. Merecidamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário