
Nelson Dutra
diretor executivo da ESPN/RS
Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra. Essa frase do hino nacional (!) riograndense poderia muito bem definir o que o Peñarol vem fazendo nessa Libertadores 2011. Ontem, em um lotado estádio Jose Amalfitan, todos os prognósticos apontavam o fim de uma campanha que já estava muito boa, pois desde 1987, os aurinegros não chegavam entre os quatro melhores da América. Mas os deuses da bola deram mais um presente aos uruguaios em uma partida que é forte candidata ao Jogo do Ano no ESPN/RS Awards.
Todas as características de um grande jogo de futebol não faltaram. Teve gol feito desperdiçado, grandes defesas, briga entre jogadores, expulsão, torcida cantando o tempo todo, estádio superlotado, pênalti decisivo jogado para fora. Enfim, Vélez Sarsfield e Peñarol foram protagonistas da emoção que os enfadonhos campeonatos de pontos corridos dificilmente nos proporcionam. E para colocar a cereja nesse bolo de paradoxos e improbabilidades cabe dizer: não classificou o melhor!

Mas isso não vem ao caso. O importante é que Velez e Peñarol fizeram uma das partidas mais emocionantes do ano até aqui. E, é óbvio, que ela já carimbou sua pré-indicação para o ESPN/RS Awards 2011, na categoria Jogo do Ano. O Peñarol também sonha com a indicação para Time do Ano, mas talvez ainda seja cedo.
De qualquer forma, a sorte, aliada a garra charrua, parecem ser os principais trunfos de uma equipe que ainda não descobriu o seu limite. Param nos dribles de Neymar e nas jogadas de Ganso? Não sei. Depois do que eu vi contra Inter, Católica e Velez, eu não duvido de mais nada.
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